iPhone pode ficar mais caro, e culpa é das taxas impostas pelos EUA

A maioria dos iPhones do mundo são fabricados na China. Estima-se que 90% dos telefones da Apple são produzidos lá, segundo a Evercore ISI, uma empresa de análise de mercado. Nos últimos anos, a Apple tem diversificado e espalhando a produção para outros países asiáticos, como a Índia e o Vietnã. Macbooks, iPads, Apple Watches e AirPods são fabricados na Malásia, Vietnã e Tailândia (taxada em 36%).
Para completar, muitas peças para a montagem dos produtos vêm de países como Japão, Coreia do Sul e Taiwan. Neste último, inclusive, é onde são fabricados a maioria dos processadores usados em todo o mundo.
Como consequência, produtos e serviços relacionados à tecnologia devem ficar mais caros nos próximos meses. A não ser que Trump mude de ideia e deixe de impor tarifas a parceiros comerciais de empresas dos EUA. Outra possibilidade, remota, são as empresas reduzirem suas margens de lucro para não haver grandes alterações no preço final do produto.
Por que Ásia concentra fabricação e fornecimento de eletrônicos?
Expertise, infraestrutura e custo justificam empresas fabricarem eletrônicos na Ásia. Em entrevista em 2017 ao programa 60 Minutes, da rede americana CBS, Tim Cook, CEO da Apple, explicou a razão de a empresa concentrar a manufatura de produtos da marca na China.
“A razão é expertise, e a quantidade de expertise em uma só localidade, além do tipo de expertise”, disse em entrevista. Para fazer o iPhone são necessárias “ferramentas muito avançadas”. Segundo o executivo, os EUA poderiam reunir numa sala engenheiros especializados na construção dessas ferramentas, enquanto na China “você poderia encher vários campos de futebol com pessoas especializadas”.