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PsiQuantum produz milhões de chips de computação quântica – 26/02/2025 – Tec

A PsiQuantum afirmou nesta quarta-feira (26) que superou um dos principais desafios da computação quântica: um método para produzir chips quânticos no volume necessário para construir máquinas comercialmente viáveis.

A tecnologia quântica tem o potencial de realizar cálculos que deixariam perplexos até mesmo os sistemas de inteligência artificial poderosos, que usam chips da Nvidia, e pode destravar uma série de aplicações científicas e comerciais, inclusive na área de segurança cibernética. A tecnologia pode ajudar na descoberta de remédios e em pesquisas de materiais.

Mas a produção em massa de chips de computação quântica tem sido um problema difícil de resolver. Em busca de uma solução, os fundadores da PsiQuantum decidiram, quase 20 anos atrás, tentar uma abordagem que utilizasse fotônica, a mesma tecnologia de produção de semicondutores amplamente empregada na indústria de comunicação.

A empresa passou os anos seguintes trabalhando em estreita colaboração com fábricas de chips para conceber o seu chipset, batizado de Omega, que agora está pronto para ser produzido, disse à Reuters o diretor-executivo da PsiQuantum, Jeremy O’Brien, em uma entrevista realizada na terça-feira (25).

“Isso não é um avanço, é na verdade algo que saiu do laboratório de pesquisa e que constitui o nível mais elevado de maturidade que se pode atingir”, afirmou O’Brien, referindo-se à produção em massa de um chip quântico.

A empresa fez parceria para produzir seus chips na fábrica da GlobalFoundries em Albany, Nova York.

O anúncio ocorre uma semana após a Microsoft dizer que deu passo inédito para construir computador quântico. O empresa disse na ocasião acreditar que esse desenvolvimento permitirá construir um computador quântico prático até o final da década e, por fim, ultrapassar outros no campo.

O método da PsiQuantum usa wafers padronizados no processo de 45 nanômetros da GlobalFoundries e alcançou rendimentos de fabricação que correspondem aos dos semicondutores padrão, de acordo com o diretor científico da PsiQuantum, Pete Shadboldt.

“Neste momento, estamos fazendo milhões deles na GlobalFoundries”, disse Shadboldt.

A PsiQuantum publicou nesta quarta-feira as descobertas relacionadas à produção em massa dos chips quânticos Omega na revista científica Nature.

A tecnologia de computação quântica da empresa de Palo Alto, na Califórnia, manipula partículas de luz, ou fótons, para realizar cálculos quânticos. A abordagem tem vantagens como empregar mecanismos significativamente menos complexos para arrefecer seus dispositivos quânticos, segundo O’Brien e Shadboldt.

O’Brien disse à Reuters em 2023 que a empresa planejava um computador quântico comercial em seis anos. Na entrevista de terça-feira, afirmou que a empresa espera completar uma instalação com a capacidade de realizar aplicações comerciais até aproximadamente 2027.

Visto primeiro na Folha de São Paulo

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