o que se sabe sobre donos de site de dados vazados

o que se sabe sobre donos de site de dados vazados
Table of Contents

Eles foram presos em um condomínio com praia privativa em Santa Catarina. Os dois têm menos de 30 anos e faziam várias viagens internacionais, porém mantinham suas páginas trancadas nas redes sociais. Na casa do casal, foram encontrados laptops da marca Apple e um computador avaliado em R$ 40 mil.

Imagem do condomínio em Santa Catarina onde casal que administrava o site Max Buscas foi preso Imagem: Divulgação/PCDF

São pessoas que vêm de famílias menos abastadas, mas que em um ano e meio de atividade de plataforma eles dão um salto gigantesco. Eles ficaram ricos. No entanto, são ‘low profile’ [discretos]. Faziam viagens boas, mas não tinham ostentação. Não são aquelas pessoas que compram carro conversível e joias
Eduardo Dal Fabro, delegado da DRRC (Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos)

Detalhes financeiros de movimentação do dinheiro do Max Buscas estão em sigilo. No entanto, a investigação encontrou pelo menos 40 mil usuários cadastrados.

Considerando que cada um assinou pelo menos uma vez, pagando R$ 120 (preço de uma assinatura por 7 dias), estima-se que tenham faturado pelo menos R$ 4,8 milhões. Havia ainda a venda avulsa de módulos (a consulta por placa de veículos, por exemplo, era cobrada à parte). O Max Buscas operou por pelo menos um ano e meio.

Polícia vai atrás dos usuários do site? Não. Segundo o delegado Dal Fabro, os cadastros de usuários não são necessariamente corretos (não têm exatamente o nome de quem contratou, pois muitos ocultam a identidade). “Seria uma investigação morosa e exigiria muita gente. Nosso foco, como delegacia especializada, é estancar a fonte e buscar os fornecedores dessas páginas”.



Visto Primeiro Em

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.