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<span class="toolkit-image-container__caption legend_box ">Dólar acumula sequência de quedas</span>
<span class="toolkit-image-container__credit credit_box ">Rick Wilking/Reuters</span>
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O dólar era negociado em queda frente ao real nesta terça-feira (1º), dando sequência às fortes perdas registradas nas últimas três sessões conforme o BC (Banco Central) dá início a sua reunião de política monetária de dois dias.</p>
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A expectativa é de que a taxa Selic, atualmente em 9,25% ao ano, <a href="https://noticias.r7.com/economia/mercado-preve-alta-dos-juros-para-1075-ao-ano-nesta-semana-31012022"><strong>seja elevada em 1,5 ponto percentual ao fim do encontro do Copom (Comitê de Política Monetária)</strong></a>, movimento que já havia sido sinalizado em dezembro.</p>
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Juros mais altos no Brasil tendem a beneficiar a divisa local, uma vez que tornam a rentabilidade do mercado de renda fixa doméstico mais atraente para investidores estrangeiros.</p>
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Às 10h07 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,43%, a R$ 5,2829 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,43%, a R$ 5,319.</p>
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A moeda vem de uma sequência de três perdas diárias consecutivas, período em que acumulou queda de 2,44%. Na segunda-feira, o dólar fechou em R$ 5,3059, mínima desde 22 de setembro do ano passado (R$ 5,3033), encerrando janeiro como um todo em baixa de 4,8%.</p>
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"É garantida uma elevação expressiva de juros, mais um ponto a favor do fluxo de estrangeiros" para o Brasil, escreveu Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset, sobre a reunião do Copom desta semana.</p>
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"Enquanto os temores de elevação de juros agitam os EUA, em especial após o sinal considerado mais duro pelo Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) em sua última reunião, a expectativa era de que mercados como o brasileiro sofressem por conta da menor preferência do investidor global… Porém, o que se vê neste momento é um movimento mais próximo da busca do Brasil como uma opção barata e de bom rendimento."</p>
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Os formuladores de política monetária do Fed estão determinados a aumentar a taxa de juros em março, e os mercados já precificam pelo menos cinco elevações nos custos dos empréstimos ao longo deste ano nos Estados Unidos.</p>
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Segundo Paloma Brum, analista da Toro Investimentos, isso ainda pode vir a ser um empecilho para o desempenho do real e outras moedas de mercados emergentes "com uma saída de capital rumo (aos títulos soberanos norte-americanos), considerados os mais seguros do mundo, (que estariam) remunerando mais".</p>
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Mas, por ora, dívidas consideradas arriscadas parecem estar dando de ombros para o iminente ciclo de aperto de juros na maior economia do mundo. Nesta terça-feira, peso mexicano, rand sul-africano e dólar australiano, por exemplo, registravam ganhos expressivos contra a moeda dos Estados Unidos.</p>
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Nesta sessão, o Banco Central fará leilão de até 15 mil contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1° de abril de 2022.</p>
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