IA já é discussão geopolítica e global, diz presidente do Google

De um lado, o governo norte-americano se apoia no alcance e poderio de suas empresas, do Google à Meta, passando por AWS (da Amazon), Microsoft e OpenAI, mas carece de uma estratégia clara e unificada para toda a indústria.
Por outro, a China tem um plano nacional bem definido, empresas gigantes e inovadoras, um mercado doméstico enorme, mas um alcance para além de seu território restrito.
Correndo por fora, mas ainda no páreo, a União Europeia possui tecnologia regulatória de ponta, mas vista por quemuitos como restritiva para a inovação.
“Qual o papel do Brasil nesse trabalho?”, pergunta Coelho.
“A gente acredita que precisa ter IA de forma ousada e responsável, acredita que precisa ter desenvolvimento local, rápida adoção de coisas globais, mas sobretudo a gente acredita que, em ambientes como esses o que vai tornar a sociedade melhor, um dos pilares disso é uma sociedade comercial melhor.”
O Google está para inaugurar seu segundo centro de engenharia no Brasil, que ficará no IPT (instituto de pesquisas tecnológicas), em São Paulo. A visão do Google é criar aqui ferramentas que solucionam problemas globais, já disseram funcionários da empresa à coluna.