‘Grande novidade é a IA tomar decisão pelo artista’, diz Giselle Beiguelman
Bora para o papo?
A inteligência artificial mudou o jogo na arte ao interferir diretamente nas decisões criativas. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, a artista visual, professora universitária e pesquisadora Giselle Beiguelman explica como a tecnologia deixou de ser apenas uma ferramenta obediente e passou a atuar como agente no processo criativo.
O episódio, apresentado por Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes, discute como a IA desafia a ideia de “arte criada pela máquina” e expõe riscos de homogeneização cultural, ampliando o debate sobre quem controla os meios de produção artística e como o acesso às ferramentas pode reforçar desigualdades.
VEJA AQUI O VÍDEO SOBRE IA DECIDINDO PELO ARTISTA
O que tem de assustador e fascinante, ao mesmo tempo, na inteligência artificial, é que é uma tecnologia capaz de tomar decisões e fazer coisas. Isso é meio óbvio quando falamos de vigilância, quando uma câmera de reconhecimento facial não deixa você entrar em um lugar. A priori, você percebe que tem uma máquina pensando a partir de alguns dados e tomou uma decisão. No campo da criação artística, isso é algo inédito.
Giselle Beiguelman
Para Giselle, não existe arte sem tecnologia, mas a IA introduz uma autonomia imprevista. Ela compara a situação com o pintor que nunca controla totalmente o resultado final. Mas ressalta que, na IA, o grau de imprevisibilidade cresce. Como a máquina mobiliza um volume gigantesco de dados, o desfecho da obra é ainda mais incerto.