Donos de site de venda de dados ilegais são presos
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Investigação começou com denúncia feita em janeiro de 2024. Segundo o delegado Eduardo Del Fabro, da DRRC (Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos) da PCDF, houve um registro de ocorrência sobre credenciais oficiais de órgãos governamentais que estavam sendo acessadas pelo site.
“Era a maior plataforma de venda de dados ilegais do país”, diz o delegado Eduardo Del Fabro. Estima-se que pelo menos 40 mil pessoas acessavam a página, que conta com diferentes tipos de assinatura. Antes disso, o i-find, uma plataforma derrubada pela Polícia Federal, em 2024, durante a operação I-Fraude, tinha aproximadamente 10 mil assinantes.
Os golpes mais comuns que temos hoje acabam tendo como base essas plataformas de dados ilegais. É uma grande fonte para fraudadores e extorsionários. Com uma pesquisa simples, dá para saber quem é a pessoa, sua renda, parentes. Nosso foco [com a operação] foi chegar na fonte
Delegado Eduardo Del Fabro, da DRRC (Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos)
Grupo mantinha estrutura hierarquizada. Havia um grupo de administradores, fornecedores, revendedores, prepostos e clientes. A venda de acesso era feita via comunidades online por meio de transferências feitas para contas laranjas (contas bancárias “alugadas”) para ajudar a dificultar o fluxo de dinheiro.
Max Buscas foi um dos painéis acessados em reportagem do UOL Prime, publicada ano passado. Com uma busca por nome, era possível achar o CPF, informações de crédito, de parentes, números telefônicos e até renda. O nome da plataforma não foi divulgado na reportagem para não fazer publicidade da página ilegal.