Conselho da Meta critica proteções ‘insuficientes’ contra deepfakes
O segundo vídeo busca desacreditar uma ativista muçulmana e seu trabalho como educadora na área de saúde. Ela aparece consumindo alimentos ultraprocessados, enquanto dá dicas de dieta e pratica exercícios absurdos.
O Conselho de Supervisão argumentou que as regras da Meta eram “sistemática e fundamentalmente insuficientes” para lidar com o fluxo constante de conteúdo gerado por IA em suas plataformas, como Facebook e Instagram.
“Esses casos ilustram um padrão mais amplo e preocupante, no qual as mulheres que se manifestam publicamente sobre temas sociais são alvo de perseguição e desinformação de forma desproporcional”, disse a copresidente do Conselho, Pamela San Martin.
A Meta anunciou que acatará a decisão em um prazo de sete dias. A empresa é obrigada a seguir as decisões do Conselho de Supervisão sobre casos individuais, mas não suas recomendações de política mais amplas.
“Assim como outras plataformas de redes sociais, a Meta precisa de normas sólidas para lidar com a proliferação de deepfakes”, ressaltou Pamela, que citou, entre elas, “uma postura muito mais rigorosa em relação à classificação de conteúdo enganoso, penalidades mais severas para os reincidentes e a remoção das deepfakes destinadas a perseguir pessoas”.