Dólar opera com volatilidade antes de dados de emprego no Brasil e discurso do Fed; Ibovespa avança

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera com volatilidade na sessão desta sexta-feira (28), subindo 0,62% por volta das 11h25, cotado a R$ 5,1941. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 0,03% no mesmo horário, aos 175.137 pontos.
A agenda do dia reúne novos dados sobre o mercado de trabalho no Brasil e expectativas em torno da política monetária dos Estados Unidos. No exterior, o petróleo também segue no radar, em meio às incertezas sobre o Estreito de Ormuz.
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▶️ No Brasil, o mercado acompanha os dados de emprego formal do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados após a taxa de desemprego cair para 5,3% no trimestre encerrado em julho. Segundo o IBGE, foi a menor taxa para um trimestre terminado em julho desde o início da série histórica, em 2012.
▶️ Nos EUA, o simpósio do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) entra no segundo dia, com o primeiro discurso de Kevin Warsh como presidente da instituição. Ele vem sendo pressionado a esclarecer sua avaliação sobre a economia, sem antecipar os próximos passos da política monetária.
▶️ No exterior, o petróleo opera em queda diante de sinais de que produtores do Golfo Pérsico conseguem exportar pelo Estreito de Ormuz, embora ainda haja incertezas e não existam sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã.
Por volta das 9h10, o Brent caía 0,29%, a US$ 89,42, e o WTI recuava 0,46%, a US$ 83,06.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,34%;
Acumulado do mês: +1,82%;
Acumulado do ano: -5,95%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +2,40%;
Acumulado do mês: -1,61%;
Acumulado do ano: +8,70%.
Impasse sobre Ormuz
Os preços do petróleo avançavam nesta quinta-feira (27), após terem recuado mais cedo, em meio à incerteza sobre as negociações entre Irã e Omã para definir as condições de navegação no Estreito de Ormuz.
O primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, foi a Teerã nesta quinta-feira para tentar retomar as negociações e reduzir as tensões. O país atua como mediador informal entre Irã e EUA e participou da negociação de um cessar-fogo em junho.
As conversas envolvem uma proposta para criar temporariamente um corredor marítimo entre Irã e Omã pelo estreito e realizar um projeto conjunto para retirar minas da hidrovia.
Apesar de a Guarda Revolucionária iraniana ter afirmado que houve um acordo, uma fonte de alto escalão disse que os detalhes ainda estão sendo negociados.
🔎 A situação é acompanhada de perto pelos mercados porque o Estreito de Ormuz é uma importante rota para o transporte de petróleo. O fluxo pela região caiu para cerca de 5 milhões de barris por dia, ante aproximadamente 20 milhões antes da guerra.
Bolsas globais
Em Wall Street, os mercados caminham para uma abertura mais contida nesta sexta-feira, após a alta da véspera impulsionada pela previsão de resultados da Nvidia e pelo maior interesse em empresas ligadas à inteligência artificial.
Agora, os investidores aguardam o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole.
Por volta das 10h (horário de Brasília), os contratos que indicam o desempenho esperado dos principais índices apontavam alta de 0,18% para o Dow Jones e de 0,10% para o S&P 500, enquanto o Nasdaq recuava 0,12%.
Na Europa, as bolsas operavam em alta nesta sexta-feira, após terem fechado majoritariamente em baixa na sessão anterior.
O índice STOXX 600 subia 0,53%. Em Londres, o FTSE 100 avançava 0,53%; em Frankfurt, o DAX ganhava 0,68%; e, em Paris, o CAC 40 tinha alta de 1,06%.
Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em baixa. As perdas nos setores de biotecnologia e fabricação de chips superaram os ganhos das empresas ligadas a commodities.
Em Xangai, o SSEC caiu 0,11%, aos 3.952 pontos, e o CSI300 recuou 0,46%, aos 4.609 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,07%, aos 25.584 pontos, enquanto, em Tóquio, o Nikkei avançou 0,40%, aos 66.405 pontos.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar
Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
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