Ibovespa ainda mira novas altas? Veja a análise técnica
O Ibovespa devolveu parte dos ganhos recentes e encerrou a última sessão (13/07) em queda, interrompendo a sequência de duas fortes altas. O índice recuou 1,20%, aos 175.739 pontos, após oscilar entre a mínima de 175.567 pontos e a máxima de 178.153 pontos. Apesar da correção, sigo acompanhando se esse movimento representa apenas uma realização de lucros ou o início de uma retomada da tendência de baixa iniciada após a máxima histórica de 199.354 pontos.
Pelo gráfico diário, observo que o índice permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que ainda preserva parte da recuperação recente. No entanto, os próximos pregões serão decisivos para definir se haverá retomada do fluxo comprador ou se a pressão vendedora voltará a prevalecer. O IFR (14) está em 56,36, em região neutra, indicando espaço para movimentos em ambas as direções.
Para que o Ibovespa volte a ganhar força, considero importante o rompimento da faixa de resistência em 178.340/181.560 pontos. Se isso ocorrer, os próximos objetivos passam a ser 187.780/192.890 pontos.
Em contrapartida, a perda dos suportes em 174.035/170.650 pontos poderá reacender a pressão vendedora, abrindo espaço para testes em 169.665/167.650 pontos, com alvo mais longo em 164.780 pontos.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o índice encerrou o pregão entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, mostrando perda de força no curtíssimo prazo, mas ainda sem confirmar uma reversão mais ampla.
Para que a recuperação seja retomada, acompanho o rompimento da resistência em 176.100/178.200 pontos. Caso essa faixa seja superada com aumento do volume comprador, o índice poderá buscar 179.475/180.940 pontos, com projeção mais ampla em 182.870/185.585 pontos.
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Por outro lado, a perda do suporte em 175.565/174.660 pontos poderá fortalecer o fluxo vendedor. Nesse cenário, os próximos alvos ficam em 172.300/171.395 pontos, com extensão do movimento para 169.665/167.655 pontos.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (13/07) com forte baixa de 1,87%, aos 177.400 pontos, devolvendo parte dos ganhos recentes.
O movimento da última sessão reforça a importância da média de 200 períodos como barreira para a continuidade da recuperação. No curto prazo, o comportamento do índice entre o suporte em 176.990/176.515 pontos e a resistência em 177.590/177.900 pontos deve definir a direção dos próximos movimentos.
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Já no gráfico de 60 minutos, o fechamento abaixo das médias de 9 e 21 períodos indica perda de força compradora, exigindo atenção para a continuidade da pressão vendedora.

Os contratos de minidólar (WDOQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (13/07) com alta de 0,44%, aos 5.160 pontos, interrompendo a sequência recente de perdas.
O movimento reforçou uma reação no gráfico de 15 minutos, com o contrato voltando a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. No entanto, a média de 200 períodos ainda atua como resistência de curtíssimo prazo, limitando o avanço dos compradores. Para o pregão, acompanho a resistência em 5.165,5/5.185,5 pontos como principal gatilho para continuidade da recuperação.
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No gráfico de 60 minutos, o cenário também melhorou, mas a confirmação da alta dependerá da superação das próximas resistências.

Os contratos futuros de Bitcoin (BITN26), com vencimento em julho, encerraram a última sessão em forte queda de 3,20%, aos 319.140 pontos, devolvendo os ganhos recentes e retomando a pressão vendedora após duas sessões consecutivas de alta.
Pelo gráfico diário, observo que o ativo voltou a perder força, retomando o fluxo de baixa e reforçando a predominância dos vendedores. Com o movimento da última sessão, o preço voltou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que enfraquece a tentativa de recuperação observada anteriormente e mantém a estrutura técnica negativa. O IFR (14) em 41,40 permanece em região neutra.
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Para o próximo movimento, entendo que a perda do suporte em 303.860 pontos pode acelerar a pressão vendedora, abrindo espaço para quedas até 293.100/263.780, com alvo mais longo em 253.250/244.235 pontos.
Por outro lado, para que o ativo volte a construir uma recuperação consistente, será necessário superar a faixa de 341.190/355.260 pontos. Acima desse patamar, vejo potencial para avanço até 381.680/399.720, com projeções mais longas em 418.550/444.385 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta terça-feira (14).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.