Por que Bezos desafia Musk e plano de lançar 1 milhão de satélites
A preocupação não é só da Amazon. Após a FCC incluir a proposta da SpaceX entre as avaliações prioritárias, um grupo antipoluição formado por astrônomos lançou campanha contra a frota de satélites. Já obteve 200 mil apoiadores e criou um tutorial para cidadãos construírem petições.
Para especialistas, é difícil ver a situação por outro ângulo.
À medida que ele coloca bota mais satélite, consegue aumentar a capacidade, mas também ocupa espaço de outros. Então, você está criando um monopólio, porque a outra empresa que vier depois e quiser lançar seu satélite já não vai ter espaço. Essa que é a discussão
Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco
E tem mais: ainda que a justificativa seja enviar data centers ao espaço, o plano surge quando a Starlink ataca um novo mercado. Além de fornecer internet a residências, ela tenta fortalecer a entrega de conexão direta a smartphones. Isso pode transformá-la na rival global de toda empresa de telefonia celular do mundo.
Na prática, a ampliação de frotas satelitais é uma questão técnica, tratada nos corredores das agências regulatórias e raramente comentada por burocratas. Mas Brendan Carr, presidente da FCC, quebrou esse padrão, não para questionar a SpaceX, mas, sim, para fustigar a Amazon.
A Amazon deveria se concentrar no fato de que faltarão cerca de mil satélites para atingir sua meta de implantação, em vez de gastar tempo e recursos entrando com petições contra empresas que estão colocando milhares de satélites em órbita
Brendan Carr, em publicação no X