OpenAI é alvo em processo nos EUA que afirma que ChatGPT atuou como advogado sem licença

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“O ChatGPT não é um advogado”, afirma o ⁠processo. Embora a OpenAI tenha demonstrado que ​o ChatGPT pode ser aprovado em exames de ordem de advogados, a Nippon afirma que “ele não foi admitido para exercer a advocacia ‌no estado de Illinois ou em qualquer ‌outra jurisdição ​nos EUA”.

A ação judicial busca uma ordem que declare que a OpenAI violou a lei de prática não autorizada da advocacia de Illinois, bem como ‌cobra US$300.000 em indenização por danos compensatórios e US$10 milhões em indenização por danos punitivos.

Representantes da OpenAI e da Nippon não comentaram o assunto.

A Nippon alega que a OpenAI encorajou a mulher, funcionária de uma empresa de logística que tinha cobertura de seguro através da Nippon, a prosseguir com o seu caso de invalidez já resolvido. A Nippon afirmou que gastou tempo e recursos significativos e acumulou honorários substanciais ‌para responder aos pedidos da mulher, apresentados através do ChatGPT.

O processo parece ser um dos primeiros casos a acusar um grande desenvolvedor de ​inteligência artificial de se envolver na prática não autorizada da advocacia por meio de um chatbot voltado para o ‌consumidor.

Isso ocorre em um momento em que a rápida adoção da tecnologia para processos judiciais levou a um aumento das “alucinações” de IA em processos judiciais, ‌levando juízes a punir litigantes ‌e advogados por apresentarem processos com citações fabricadas ou outros materiais não verificados produzidos com ferramentas de IA ⁠generativa.



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