Restrição no Grok não freia deepfakes e testa regulação
Isso significa que o X deve tomar medidas proativas e proporcionais para impedir que esse tipo de conteúdo apareça em sua plataforma e removê-lo rapidamente quando detectado. Alexander Brown
O órgão regulador britânico pode multar uma empresa em até 10% da receita nos casos mais graves de descumprimento das normas ou solicitar a um tribunal que obrigue os provedores de serviços de internet a bloquear o site.
Para os indivíduos, levar plataformas aos tribunais é “um processo realmente difícil e pesado”, disse Anders Bergsten, advogado da Mannheimer Swartling, citando o impacto emocional sobre as vítimas. As deepfakes existem há anos, muito antes do surgimento dos aplicativos de IA, embora estivessem em grande parte confinados aos cantos mais obscuros da web. O poder de publicação do X dá ao Grok um alcance sem precedentes.
“A facilidade de publicação permite que as deepfakes se espalhem em larga escala”, disse a advogada Carrie Goldberg, dos EUA, que trabalha com vítimas de assédio cibernético. No Reino Unido e na Suécia, as leis tornam ilegal o compartilhamento não consensual de imagens de nudez. O Reino Unido está ampliando a lei para incluir a produção dessas imagens.
Segundo a Lei de Segurança de Dados, a suspensão de um serviço é considerada o último recurso. A Lei de Inteligência Artificial da UE também não prevê nada em relação a imagens de nudez de adultos, apenas obrigações de transparência para deepfakes, afirmaram especialistas. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, saudou hoje a iniciativa do X, mas também fez um alerta.
Liberdade de expressão não é a liberdade de violar o consentimento. As imagens de mulheres jovens não são propriedade pública e a sua segurança não está em discussão. Se precisarmos fortalecer ainda mais as leis existentes, estamos preparados para fazê-lo. Keir Starmer, primeiro-ministro britânico