o ódio ao universal e a política da chantagem imperam

o ódio ao universal e a política da chantagem imperam
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Mesmo diante de situações de afronta explícita, como a chantagem do governo americano com altas taxas de importação, persiste uma espécie de complacência moral. E essa passividade revela a surpreendente força do autoritarismo.

Freud falava da “complacência somática”, a predisposição de um órgão antes de receber a libido das fantasias recalcadas. Ou seja, antes da verdadeira conversão, temos um evento corporal real e muitas vezes traumático que prepara o terreno para que aquela parte do corpo vire destino preferencial de um novo sintoma.

Em outras palavras, o trauma não nos imuniza contra novas violações. Ao contrário, pode nos tornar mais vulneráveis a elas.

Vemos isso na necropolítica, onde tecnologias de morte são testadas, sempre em regiões periféricas, e expandem os limites para o intolerável.

Esse laboratório de baixo custo político aconteceu no extermínio armênio, no genocídio de Ruanda e nos “currais” no Brasil, quando milhares de cearenses foram submetidos a trabalho forçado e exaustivo em nome da política Varga contra a seca.

O massacre de quase 40 mil pessoas da Namíbia, colônia alemã no leste da África, na década de 1930, funcionou como ensaio para os campos de extermínio nazistas.



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